Citação de José António Lutzenberger, Ministro Brasileiro do Ambiente, em declarações ao Sunday Times, em Março de 1991:
"A moderna sociedade industrial é uma religião fanática. Demolimos, envenenamos e destruímos todos os sistemas de vida do planeta. Assinamos notas de dívida que os nossos filhos não poderão pagar... Actuamos como se fossemos a última geração sobre o planeta. Sem uma mudança radical nos corações, nas mentes e nas visões do futuro, a Terra acabará por ser como Vénus, calcinada e morta".
Comentário:
Todas as energias alternativas estão prontas há mais de trinta anos (energia eólica, solar,das marés, bio-energia, etc.). Porém, há quem não queira abdicar dos fabulosos lucros que o petróleo proporciona. Sabem todos que os gases libertados pela combustão do petróleo destroem a camada do ozono. Sem esta, os raios solares aquecem demasiado a terra, derretem as calotes polares, aumentando o nível das águas que, mais cedo ou mais tarde, invadirão os terrenos costeiros, fazendo desaparecer a paisagem tal como a vemos actualmente.
O próprio peso dos biliões de litros de água das calotes polares no mar, faz pressãp sobre um núcleo central da terra, provocando o necessário ajustamento das placas tectónicas. Ao ajustarem-se, estas provocam terremotos, maremotos, com as consequências de que temos conhecimento agora, depois dos ainda recentes acontecimentos no sudoeste asiático.
Que dizer dos comentários que são feitos atribuindo a responsabilidade destes acontecimentos a "catástrofes naturais", "fúria da natureza", "fenómenos da natureza"?
José António
Foto Isabel Nobre Santos


1 Comments:
Olá José António.
Subscrevo as tuas interrogações sobre os sinais recentes da Natureza que resultam das agressões constantes do Homem, movido pelos seus interesses materiais egoístas e, ainda muitos, pela sua cómoda ignorância. Resta-nos, individualmente, respeitá-la no nosso dia-a-dia e fazer da nossa indignação um protesto oportuno. Abraço fraterno. Rosa Duarte
Post a Comment
<< Home